EXPERIÊNCIA
EM EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA PARA A ÁREA RURAL - UMA ABORDAGEM
DO SENAR
Ataide Alves
SENAR-Brasil
I. Introdução:
O Serviço
Nacional de Aprendizagem Rural - SENAR tem, por força
institucional, a missão de
Desenvolver
ações da formação profissional rural e atividades da
promoção social voltadas ao homem rural, contribuindo
para sua profissionalização, sua integração na
sociedade, melhoria da sua qualidade de vida e para seu
pleno exercício da cidadania (SENAR,
1998: 12).
Busca, assim,
através do processo ensino-aprendizagem, não só preparar o
homem para uma ocupação específica, mas, principalmente,
propiciar-lhe, como conseqüência de seu objetivo
fundamental, a capacidade de gerenciamento de seu próprio
trabalho.
A partir deste
enfoque a antinomia "educação geral/educação para o
trabalho" já não encontra, no SENAR, ressonância. A própria
Organização Internacional do Trabalho - O.I.T - na recomendação
150, de 1975, sugere que o processo ensino-aprendizagem,
associe à formação profissional sólidos conhecimentos de
educação geral, como forma de garantir ao trabalhador a
construção de um conhecimento efetivo.
A OIT, a partir
da recomendação 150, vem se posicionando em não dicotomizar
formação profissional e educação, sob pena de realizar o
adestramento, que não considera o sujeito da aprendizagem um
ser pensante mas uma mão-de-obra executora de ordens.
Paralelamente,
na última reunião do Comitê para Ensino Técnico e Formação
Profissional da UNESCO (UNIVOC) realizada em Paris, no período
de 2 a 4/10/95, ratifica as posições recomendadas aos países
membros quanto a adoção do princípio de que a educação técnica
e a formação profissional mantenham programas sólidos de
educação. Ainda, recomenda que nos países que apresentam
grande número de pessoas inscritas em programas de formação
profissional, utilizem estratégias inseridas no campo da
Educação à Distância pois do contrário, os países não
teriam condições de atingir o grande contingente
populacional alvo dos programas de formação profissional.
Hoje, as
transformações porque passam as esferas sócio-políticas,
culturais e econômicas, aliadas à velocidade e à
diversividade de ações no campo do desenvolvimento tecnológico,
constituem fortes indicadores para o investimento educacional
dos profissionais, propiciando-lhes uma qualificação ou
formação que permita satisfazer às exigências do mercado
de trabalho, cada dia mais competitivo e seletivo. Nesse
aspecto, a formação profissional deve estar centrada no
homem como meio e fim de todo o processo de desenvolvimento.
Tais considerações
nos levam a afirmar que as estruturas curriculares estão a
exigir cada vez mais métodos centrados fundamentalmente em
processos pedagógicos que conduzam o educador a incentivar o
pensamento reflexivo, a iniciativa, a pesquisa e a crítica ao
educando, possibilitando-o encontrar-se como agente de mudanças.
Desta forma, compartilhamos com Marcellino (1995: 63), sua
posição:
"É
preciso que o professor entenda que, no processo pedagógico
não há "donos" exclusivos do saber, e que ao
educar ele também se educa".
Isso se
justifica se nos detivermos nas significativas transformações
observadas hoje no contexto sócio-cultural, com conseqüentes
reflexos marcantes na postura profissional. A substancial
valorização do conhecimento, a acentuada busca do saber
permanente, o forte estímulo à criatividade, o maior
comprometimento com o bem-estar social, a crescente busca da
realização profissional, o maior respeito aos direitos do
cidadão, enfim, a maior politização da sociedade, são variáveis
que devem ser consideradas como orientadoras de um
redirecionamento das ações educativas-profissionalizantes,
de forma a permitir ao homem a exploração plena de suas
potencialidades, de sua produção, de sua criação, de sua
reflexão e crítica, de sua realização enquanto sujeito e
beneficiário do trabalho.
É necessário
uma forma de educação efetiva, que não apenas considere o
aprender a aprender, mas sobretudo permita ao educando a união
entre a teoria e a prática, transformando em práxis o
conhecimento e o saber, contribuindo para a construção de um
profissional auto-realizado e capaz de assimilar as diversas
tarefas e habilidades que cada momento exigir.
Por isso, adota
o SENAR então, como filosofia institucional, uma metodologia
de trabalho centrada no homem, sujeito da aprendizagem.
Entretanto,
construir o conhecimento e estabelecer uma ação de formação
educativa aos cerca de catorze milhões de pessoas, que
atualmente compõem a População Economicamente Ativa-PEA no
meio rural é tarefa gigantesca e que necessariamente precisa
lançar mão de modernas tecnologias com vistas à promoção
de oportunidades educacionais, atendendo à disponibilidade de
tempo e possibilidades dos jovens e adultos trabalhadores. Tal
fato requer uma ação transformadora através de um processo
educativo adaptado ao trabalhador rural na sua situação
local e temporal.
Para realizar a
educação à distância, os meios de comunicação como rádio,
televisão, correspondência e outros, desempenham papel
significativo no processo ensino-aprendizagem, pois
possibilitam maior abrangência de atuação e flexibilidade
de estudos, questões que a educação presencial muitas vezes
não consegue vivenciar.
Convém lembrar
que, o êxito dessa empreitada está associado à capacidade
de integração e a repartição de responsabilidades entre o
setor privado, governo e trabalhadores como forma de unir
esforços em direção à superação desse problema.
É isso que o
SENAR tem realizado por meio de uma articulação entre os
diferentes níveis de administração do ensino e os órgãos
de comunicação: uma ampliação da oferta de programas
profissionalizantes utilizando-se da educação à distância.
Face a
clientela a ser atendida torna-se imperioso que o SENAR busque
tecnologias de ensino alternativas que venham atender, de
maneira eficiente e em tempo hábil, os requisitos de
qualificação profissional, aperfeiçoamento, atualização e
especialização, utilizando-se para tanto, da educação à
distância.
Ainda justifica
a adoção dessa modalidade educativa a própria filosofia
institucional do SENAR que não é a de manter estruturas físicas
e operacionais pesadas e onerosas. Com esta flexibilidade
metodológica, o SENAR aproveita os meios que estão disponíveis
nas comunidades e com eles realiza seus programas educativos.
Portanto, desenvolve programas que venham ao encontro de uma
situação real de trabalho e vida do educando e da
necessidade e interesse das comunidades rurais, considerando
sempre que o ato educativo provoca mudanças individuais e
coletivas em busca da melhoria da qualidade de vida e de
trabalho de todos (SENAR, 1998).
Neste trabalho
ora apresentado, relatamos uma experiência na área de educação
à distância que contempla, não só seus pressupostos básicos,
mas também a metodologia utilizada e o sistema de supervisão
e avaliação de processo e de aprendizagem realizados.
II.
Educação à distância
1.1 Pressupostos
Básicos
Os valores da
sociedade tendem para a centralização na qualidade, na
criatividade e na busca da satisfação dos objetivos
propostos. O conhecimento e a auto-realização passam a se
constituir no novo padrão universal de valor. Em paralelo,
observa-se a tendência crescente a um extraordinário
desenvolvimento tecnológico, oriundo de um alargamento em
todos os campos do conhecimento, exigindo maior habilitação
do profissional para lidar, de maneira mais eficaz, com
situações mais complexas. A tecnologia do trabalho tende a
complicar-se exigindo níveis de especialização mais
refinados.
Previsões de
tal amplitude e sofisticação estão a determinar uma
preocupação mais centrada no homem, enquanto pessoa e
profissional e, conseqüentemente, a evidenciar uma nova
escala de valores que deve prevalecer nas instituições
responsáveis pela formação profissional.
Alguns
pressupostos básicos devem ser considerados quando se
implementa um sistema educativo que atenda efetivamente ao
trabalhador, ao empregador e à instituição de formação
profissional, como a modalidade de educação a distância,
nos moldes que o SENAR realiza:
· os
objetivos humanos e os institucionais são paralelos e harmônicos
e da sua congruência dá-se a integração;
· o
trabalhador, o empregador e a instituição são elementos
ativos e co-responsáveis no processo ensino-aprendizagem: o
trabalhador como sujeito desse processo; o empregador como
beneficiário dos resultados do processo educativo e a
instituição como instrumento catalizador dos interesses de
ambos;
· o
direcionamento do trabalhador para uma ação ainda mais
competente, possibilitando-o à participação ativa no
programa que lhe é oferecido pela instituição;
· a instituição
como elemento propiciador das opções educacionais que
levam ao crescimento e ao desenvolvimento profissionais; o
trabalhador, o em busca das oportunidades; o empregador, o
balizador da criação de oportunidades de trabalho;
· a instituição
fornece as oportunidades de capacitação, ações necessárias
para a qualificação, o aperfeiçoamento, a atualização e
a especialização; o trabalhador auto-avalia seus
interesses, habilidades, valores e objetivos de vida e, a
partir daí, verifica suas reais necessidades e interesses
quanto aos eventos propostos pela instituição;
· tanto as
necessidades individuais como as da instituição ou do
empregador, se modificam com o tempo;
· nenhuma
perspectiva da instituição, do trabalhador e do empregador
pode ser efetiva se não for flexível e sensível ao
dinamismo do mundo do trabalho;
· a avaliação
da aprendizagem, bem como de todo o programa educativo, em
seus diversos níveis e etapas, se constitue em ferramenta
imprescindível para o êxito do programa e, conseqüentemente,
para o fortalecimento da instituição.
1.2 - O
Modelo Didático
Acreditando
no conceito de educação permanente e convictos de que a
educação é um bem ao qual o homem constrói durante toda
a vida, cabe a nós, enquanto instituição de educação,
buscarmos propostas de permanente atualização, aperfeiçoamento
e especialização de suas potencialidades.
Com relação
à modalidade de Educação à Distância, estratégias se
apresentam com fortes tendências para o construtivismo, que
colocam o participante como construtor da sua trajetória de
formação, um participante ativo, intimamente comprometido
com sua realidade, cujas experiências devem ser
consideradas, bem como o contexto sócio-econômico-cultural
em que se insere.
O programa
que ora apresentamos contempla os aspectos que consideramos
efetivos no que diz respeito à qualidade da Educação à
Distância direcionada à educação de jovens e adultos.
Tendo o participante como sujeito do processo
ensino-aprendizagem - respeitadas suas vivências, sua
liberdade de expressão, de participação, o programa teve
em sua etapa de planejamento e têm em sua etapa de execução,
uma abordagem interacionista, de participação e trabalho
conjunto - educandos, educadores e instituições parceiras
- SENAR e SEMTEC/MEC.
III. Sobre educação de
adultos
Compartilhamos
com Masetto (1999) a necessidade de se realizar no SENAR um
programa educativo a distância, tendo a explicitação do
significado como um importante fator. Era de suma importância,
para toda a equipe envolvida com o programa, que os
participantes do curso apreendessem o significado da
aprendizagem. Para tanto, os conteúdos necessitavam estar
relacionados às vivências e às experiências dos
participantes do curso, no sentido de possibilitar a criação
de elos de ligação entre os saberes já existentes e os
conhecimentos e habilidades em construção no curso a distância.
Outra
importante questão abordada pela equipe envolvida com o
programa de EAD era de ter a participação como uma
importante característica do curso. Em se tratando de
adultos, o processo de aprendizagem dá-se por meio de trocas
de idéias, informações, habilidades e experiências. Era,
portanto, fundamental que este fator constasse no programa de
EAD.
Também como
aspecto importante, a valorização da experiência e da
contribuição dos participantes deveria estar presente no
programa de EAD. Na educação de adultos as contribuições
devem ser sempre bem-vindas e acolhidas pelos tutores, mas
podem ser reelaboradas ou ainda complementadas por outros
participantes e/ou pelos próprios tutores.
A criação de
um sistema de feedback contínuo também era uma
preocupação da equipe elaboradora do programa de EAD. Na
educação de adultos o sistema de feedback contínuo,
que possibilite a avaliação do alcance dos objetivos
propostos, se faz necessário. Sem esta interação; sem um
sistema de ação - reflexão - ação, o processo
ensino-aprendizagem pode ficar comprometido.
Além desses
pontos acima citados, um fator que a equipe levou em consideração
foi o estabelecimento da atividade prática, como um aspecto
fundamental para a realização dos eventos. No caso do meio
rural, a atividade prática é a base do aprendizado do
adulto. Isto porque, grande parte das tarefas realizadas no
campo, exigem conhecimentos que não são possíveis ser
construídos longe das habilidades práticas. Este, portanto,
era um ponto fundamental que deveria ser levado em consideração
pela equipe de planejamento do curso à distância, no SENAR.
IV.
O programa de ead realizado pelo SENAR
O
programa profissionalizante, na modalidade de EAD, compõe-se
de duas equipes: uma equipe administrativa e outra técnica. A
equipe administrativa é composta por funcionários
especializados em educação a distância do SENAR, sob a
coordenação do professor Nagib Leitune Kalil. Esta equipe
tem como responsabilidade gerenciar todo o programa, bem como
ratificar e/ou retificar pontos observados no decorrer e ao
final do evento.
A equipe técnica
é composta por professores (no programa denominados de
tutores) de Escolas Agrotécnicas, tendo como
responsabilidades a elaboração e a atualização dos conteúdos
programáticos, sob a coordenação metodológica do SENAR; e
a condução do processo ensino-aprendizagem.
IV.1.
O Planejamento:
O programa de
EAD compôs-se, inicialmente, por uma etapa de planejamento.
Nesta, estudos foram realizados para definição dos meios de
comunicação a serem utilizados durante o processo
ensino-aprendizagem e elaboração dos mesmos; a identificação
das reais necessidades e interesses dos trabalhadores e
produtores rurais das regiões abrangidas pelo programa, no
sentido de selecionar as ocupações a se trabalhar; a definição
da linguagem técnica utilizada nos recursos instrucionais,
baseada na cultura da população-alvo do programa; e a definição
da metodologia a ser utilizada durante o processo
ensino-aprendizagem.
É importante
ressaltar que durante a etapa de planejamento, foram levadas
em consideração as importantes características da educação
de adultos, citadas anteriormente, de modo a gerar uma
metodologia condizente ao adulto rural. A equipe realizava seu
trabalho de planejamento, reunindo-se em grupos, seguindo os
cronogramas preestabelecidos pelos membros envolvidos e
estabelecendo discussões acerca das tarefas a serem
realizadas pelos técnicos envolvidos no programa.
Para a definição
das ocupações a serem trabalhadas no programa de EAD, foram
feitas pesquisas sobre o mercado de trabalho, pesquisas estas
conduzidas pela equipe técnica do SENAR no sentido de obter
informações quanto às demandas e às ofertas de trabalho do
meio rural. A instituição já se baseava nas informações
do mercado de trabalho para montar suas propostas de
profissionalização rural, em todo o Brasil, o que contribuiu
para o trabalho de planejamento.
Com esta experiência
do SENAR, rapidamente foram pré-selecionadas determinadas
comunidades rurais que poderiam participar do programa à distância,
num primeiro momento, bem como foram levantadas algumas ocupações
que poderiam ser trabalhadas no programa de EAD. Dentre as
ocupações listadas, uma prevaleceu na discussão do grupo
envolvido com o programa, a ocupação de Bovinocultura de
Leite, ocupação esta praticada por boa parte dos
trabalhadores da comunidade rural selecionada.
O SEMTEC, por
sua vez, mediante a comunidade rural e a ocupação já
selecionadas, cedeu sua infra-estrutura, que compunha de
escolas agrotécnicas, preparadas tecnologicamente para apoiar
o programa, bem como contactou alguns professores para que se
envolvessem no programa no sentido de orientarem o processo
ensino-aprendizagem, como também elaborarem o conteúdo
programático desse evento.
Num primeiro
momento, optou-se por desenvolver o programa em Ceres/Goiás,
já que lá constava de uma boa infra-estrutura de suporte à
aprendizagem do participante. Esta escolha também baseou-se
pelo fato do programa ser ainda piloto e portanto, alvo de
futuras
ratificações e/ou retificações. Por isso a equipe
envolvida com o programa, para melhor supervisioná-lo
eficientemente, preferiu um local de fácil acesso aos técnicos
do SENAR - Administração Central, cuja sede se localiza em
Brasília - Distrito Federal.
Após a escolha
do local de realização do curso e da comunidade
participante, deu-se início à elaboração dos recursos
instrucionais, compostos por material escrito, vídeos e fitas
cassete. É importante ressaltar que, neste momento,
realizou-se um levantamento do universo vocabular da
comunidade rural a participar do evento, objetivando o uso de
expressões idiomáticas familiarizadas por ela, nos materiais
didáticos.
Com os recursos
instrucionais elaborados e com as comunidades rurais
previamente selecionadas, deu-se a realização de mais uma
fase na etapa de planejamento: a seleção da clientela. Esta
seleção foi feita pelos mobilizadores do SENAR, capacitados
para tal atividade.
Selecionados os
participantes, deu-se início a última fase da etapa de
planejamento: o estabelecimento de horários para a programação
radiofônica diária, seguindo o interesse da turma
participante. Desta forma, foi estabelecido o horário das
7:00 horas, horário este de interesse, uma vez que daria para
acompanhar as transmissões por todos os participantes.
IV.2.
A Execução:
O programa
piloto em Bovinocultura de Leite, realizado em Ceres/Goiás
foi composto por duas fases: uma fase realizada a distância,
onde eram entregues aos participantes o material impresso e
outra presencial, onde se realizavam as práticas de campo.
O curso piloto
de Bovinocultura de Leite, a distância, realizado pelo SENAR,
teve início em 1996 e foi composto por 03 módulos, sendo
eles:
- Alimentação
animal;
- Manejo do
gado; e
- Saúde dos
bovinos.
No início do
primeiro módulo foi realizado um encontro presencial, no
sentido de motivar os participantes quanto à metodologia do
programa e a partir daí, mais três encontros presenciais
ocorreram ao final de cada módulo.
Eram entregues,
aos participantes, em cada módulo, o material impresso e as
fitas cassete referentes ao módulo. Ao final de um período
preestabelecido por todos, tutor e participantes, todos se
encontravam no teleposto, dentro da escola agrotécnica. Este
teleposto era uma sala equipada com televisão, vídeo,
quadro, retroprojetor e outros equipamentos. Nela, o tutor
retirava dúvidas existentes, partilhava experiências com os
participantes e acrescentava explicações que todos
consideravam necessárias.
As práticas
eram realizadas na própria escola agrotécnica, com a orientação
do tutor. É importante salientar que a metodologia do SENAR
preconiza a realização da prática por todos os
participantes e assim foi feito.
As fitas
cassete substituíam as programações radiofônicas, caso o
trabalhador não pudesse acompanhá-las ou esporadicamente, não
pudesse seguir uma determinada programação.
A avaliação
da aprendizagem foi realizada por meio da presença dos
participantes nos encontros presenciais, nas práticas, bem
como nas discussões sobre os assuntos que se faziam presentes
nos encontros presenciais realizados.
A avaliação
de todo o processo era constante, desenvolvida pelos técnicos
do SENAR que gerenciavam o programa, como também pelo tutor,
que era um ponto importante de informações porque presente
em todo o desenvolvimento do programa de EAD.
O curso foi
avaliado por todos e inclusive, não poderia deixar de ser,
pelo próprio trabalhador, participante do programa. Com o
apoio de todos e as retificações realizadas, fruto das
sugestões e críticas, foi aceito e estendido para várias
localidades de alguns estados: Minas Gerais, Rio de Janeiro,
Rio Grande do Sul e Pernambuco.
Em Pernambuco,
o programa foi realizado em Petrolina, tendo como conteúdos
programáticos alternativos o plantio e cultivo de manga, uva
itália e banana.
Ao todo o
programa de EAD abrangeu, até o momento, 09 municípios,
sendo eles:
- Ceres e Urutaí,
em Goiás;
- São Lourenzo
do Sul, Canguçu, Tapes e Sertão, no Rio Grande do Sul;
- Petrolina, em
Pernambuco;
- Cantagalo, no
Rio de Janeiro; e
- São Sebastião
do Paraíso, em Minas Gerais.
A tabela 1
apresenta as turmas formadas, até o momento, o número de
pessoas atendidas pelo programa à distância e os cursos
realizados.
Tabela
1: Cursos de EAD realizados pelo SENAR
|
Localidade/Estado
|
Curso
Profissionalizante
|
Número
de Turmas
|
Número
Total de Inscritos
|
Número
Total de Concluintes
|
|
Urutaí/GO
|
Bovinocultura
de Leite
|
02
|
40
|
28
|
|
Ceres/GO
|
Bovinocultura
de Leite
|
02
|
41
|
31
|
|
Cantagalo/RJ
|
Bovinocultura
de Leite
|
01
|
20
|
16
|
|
São
Sebastião do Paraíso/MG
|
Bovinocultura
de Leite
|
01
|
22
|
17
|
|
Petrolina/PE
|
Fruticultura:
Uva
Itália
Manga
Banana
|
06
|
120
|
94
|
|
São
Lourenzo do Sul/RS
|
Bovinocultura
de Leite
|
02
|
42
|
33
|
|
Canguçu/RS
|
Bovinocultura
de Leite
|
04
|
84
|
71
|
|
Tapes/RS
|
Bovinocultura
de Leite
|
02
|
28
|
25
|
|
Sertão/RS
*
|
Bovinocultura
de Leite
|
---
|
---
|
---
|
|
Total
|
---
|
20
|
397
|
315
|
* Em
desenvolvimento
III.
Conclusão:
As experiências,
ao todo 20 cursos realizados, demonstraram o potencial de
trabalho do SENAR em programas de EAD, junto a trabalhadores e
produtores rurais. Nas localidades onde se implementaram os
cursos, registrou-se solicitações de prosseguimento, por
parte dos empregadores e empregados.
Viu-se,
portanto, que a idéia era válida e que estendê-la seria sinônimo
de maior abrangência das ações profissionalizantes no campo
e possibilidades de atendimento a profissionais que, por
motivos diversos, não podem participar de programas
educacionais presenciais.
A taxa de evasão
- 26% - demonstrou a necessidade e interesse das comunidades
envolvidas, bem como o esforço da equipe administrativa e técnica
envolvida no programa de EAD.
Outras experiências
em EAD foram implantadas no SENAR e espera-se que tenham o
mesmo sucesso.
V.
Bibliografia
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São Paulo: Loyola,
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Princípios e Diretrizes da Formação Profissional Rural e da
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