IV JORNADAS DE EDUCACIÓN A DISTANCIA MERCOSUR/SUL 2000
"EDUCACIÓN A DISTANCIA: CALIDAD, EQUIDAD Y DESARROLLO"
BUENOS AIRES, 21, 22, 23 Y 24 DE JUNIO DE 2000

 

 
 

 

CONTRIBUIÇÕES DA EMBRAPA AO ENSINO DISTÂNCIA

Lucio Brunale
Marília Paranhos
Embrapa-Brasil

1. A Identificação da Embrapa

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) é uma instituição do Estado brasileiro, vinculada ao Ministério da Agricultura e do Abastecimento.

A missão da empresa, permanentemente submetida ao crivo crítico da sociedade brasileira e de seus pares científicos, expressa bem a abrangência dos seus compromissos, que se desenvolvem sob as macro orientações do Governo brasileiro e baliza-se, simultaneamente, pelos aspectos relacionados ao agronegócio nacional.

"Viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do agronegócio brasileiro por meio de geração, adaptação e transferência de conhecimentos e tecnologias em benefício da sociedade" constitui, assim, a missão da Embrapa, ressaltando-se que a mesma se faz cumprir "levando-se em conta a promoção do agronegócio brasileiro em consonância com as políticas governamentais e as expectativas do mercado".

A expressão econômica e social dos resultados alcançados pela Embrapa ao longo de seus 27 anos de existência permite que ela se situe em elevado patamar de crédito e respeito científico e tecnológico, especialmente pelos benefícios que tem trazido ao desenvolvimento brasileiro como um todo e ao do agronegócio em particular.

Considerando apenas o ano de 1999, o Lucro Social da Embrapa — que inclui em seu cálculo os impactos das principais tecnologias desenvolvidas e transferidas à sociedade, os indicadores laborais e os indicadores sociais — totalizou recursos da ordem de seis bilhões de reais (R$ 6.456.540.922,72), com reflexos diretos em melhor qualidade de vida tanto para a população rural, quanto para a população urbana.

Esses resultados são também o reflexo da abrangência de temas que compõem a pauta de programação de P&D, e de desenvolvimento e administração da Embrapa.

Atualmente, a empresa tem o planejamento e o acompanhamento de todas as suas atividades técnicas e de pesquisa organizadas sob um total 18 Programas, abarcando grandes temas, que compreendem desde a avaliação, manejo e recuperação de recursos naturais; conservação e uso de recursos genéticos; e pesquisas básicas em biotecnologia, até o desenvolvimento de diferentes sistemas de produção; colheita, pós-colheita, transformação e preservação de produtos agrícolas; incluindo, igualmente, as pesquisas relacionadas a proteção e avaliação da qualidade ambiental, automação agropecuária, bem como o suporte a programas de desenvolvimento rural e regional, o intercâmbio de informação, o aperfeiçoamento dos sistemas estaduais de pesquisa agropecuária, a administração e desenvolvimento institucional.

Mais recentemente, foi criado um programa específico sobre transferência de tecnologia, tema sobre o qual vamos nos deter um pouco mais adiante, por sua vinculação ao objetivo principal desta reunião — a educação a distância.

Esses programas foram formulados e estão sendo desenvolvidos em repostas às questões maiores colocadas pelas políticas do Governo brasileiro como essenciais ao pleno desenvolvimento do setor agropecuário, agroindustrial e florestal do País.

Os projetos que compõem cada um desses programas são formulados por pesquisadores da Embrapa, que lideram estudos na área específica para a qual se buscam as soluções tecnológicas. Seu desenvolvimento dá-se por meio da execução de subprojetos que resultem mais adequados para o atendimento das demandas prospectadas junto aos representantes dos mais diversos pontos das cadeias do agronegócio e daqueles que lhes tangenciam.

No ano corrente, a Embrapa aprovou e está implementando um total de 805 projetos, que perfazem 3.501 subprojetos, com o aporte de recursos financeiros da ordem de cinqüenta milhões de reais (R$ 52.304.149,20), destinados a custeios, e originados do Tesouro nacional e de outras fontes.

Desde já, fica evidenciada a acentuada e estratégica importância que a Embrapa dispensa à questão da parceria, tanto no âmbito interno como no externo, sendo, por isso mesmo, um dos valores que, com destaque, compõe o Plano Diretor da Empresa, o que, inclusive, justifica a nossa presença nesse encontro. Adiantando um pouco a nossa fala, consideramos este o momento oportuno para estabelecermos as bases do que, num futuro próximo, possa a vir constituir um Programa de Educação a Distância para o Meio Rural dos Países do Mercosul.

A cada dia que passa, mais claro fica, em todas as instâncias, especialmente para os países como os representados nesta reunião, a necessidade de conjugar esforços de toda natureza (capital intelectual, especialmente) para a busca e para a transferência de soluções, desejáveis por todos nós, no permanente desafio que é o de produzir alimentos de alta qualidade para as nossas populações, em quantidade que satisfaça as necessidades de mercado, adotando, diuturnamente, os cuidados que a natureza requer para a sobrevivência harmônica das atuais e futuras gerações.

Em linguagem mais simplificada, são esses os pressupostos comungados não só pela Embrapa, mas também por todo o Sistema Nacional de Pesquisa Agropecuária (SNPA), por ela liderado, que inclui, além da própria Embrapa, todas as demais Organizações Estaduais de Pesquisa Agropecuária e algumas das mais importantes universidades brasileiras.

A distribuição geográfica das unidades que compõem o SNPA dimensiona a sua abrangência. Todas as regiões brasileiras estão cobertas pelo Sistema, instituindo-se, em cada uma delas, unidades mais afeitas às suas vocações naturais de produção e de desenvolvimento ambiental.

Por isso, no caso da Embrapa, há unidades especializadas por produtos (animais e vegetais: soja, suínos e aves, arroz e feijão, gado de corte etc), por características ecorregionais (cerrados, semi-árido, pantanal, clima temperado etc); unidades temáticas (recursos genéticos e biotecnologia, instrumentação agropecuária, etc); e serviços especializados (monitoramento por satélite, negócios tecnológicos, comunicação para a transferência de tecnologia), além da sede da empresa, que está estrategicamente localizada em Brasília, capital do País.

Por sua vez, as organizações estaduais constituem unidades cujos programas de pesquisa & desenvolvimento imprimem maior ênfase à busca de solução e transferência tecnológica para o atendimento de demandas identificadas como prioritárias ao desenvolvimento do agronegócio no âmbito estadual.

As universidades são parceiras também tradicionais da Embrapa. É através delas que a empresa renova, permanentemente o seu capital intelectual, além de obter permanente colaboração em atividades de pesquisa desenvolvidas em conjunto, implementadas nos campi universitários e nos campos e laboratórios da empresa.

No âmbito internacional, os programas de cooperação técnico-científica, que a Embrapa vem desenvolvendo com centros de pesquisa de praticamente todos os continentes, têm ampliado o fluxo de introdução de novos conhecimentos necessários ao desenvolvimento do agronegócio brasileiro, e, ao mesmo tempo, têm posicionado o Brasil como um dos importantes centros de referência de tecnologia tropical: apenas no ano passado, a Embrapa recebeu e encaminhou 24 missões estrangeiras interessadas nos conhecimentos de suas diferentes unidades de pesquisa.

Em especial, o fortalecimento da integração e da cooperação regional em P&D no âmbito do Mercosul — formalmente citado no relatório oficial da Embrapa ao divulgar as suas atividades recentes— nos motiva a buscar, neste encontro, as bases técnicas preliminares para a formulação de um "Programa de Educação a Distância para o Meio Rural dos Países do Mercosul".

Também é este um dos motivos que nos inspira o exercício de, aqui, detalhar um pouco mais o perfil de nossa empresa a fim de que possamos traduzir os alicerces conceituais sobre os quais a Embrapa pauta suas ações — entendimento esse que consideramos essencial para uma possível definição de ação conjunta sobre educação a distância.

2. A Contextualização da Embrapa

Para realizar sua programação, a Embrapa conta, em seu quadro de pessoal com 8.619 profissionais, sendo 2.064 pesquisadores (52% com Mestrado e 43% com Doutorado) e 6.555 técnicos de apoio à administração e à pesquisa. É um quadro altamente especializado, distribuído, como visto anteriormente, por todo o País, e que, portanto, exige o comungar de referências conceituais mínimas, de modo a propiciar o alcance satisfatório dos objetivos de trabalho definidos nos programas, projetos e subprojetos de P&D da empresa, por eles liderados.

Especialmente nos últimos cinco anos, esses profissionais, direta ou indiretamente, têm participado de significativas mudanças na empresa. É todo um repensar de natureza conceitual, que busca, como principal resultado, o realinhamento estratégico da empresa, para fazer face às grandes transformações que têm ocorrido no ambiente externo, que, de resto, têm provocado o repensar de empresas dos mais variados portes e com as mais diversas missões.

As grandes transformações — que, aqui, citamos de passagem — incluem o fenômeno da globalização, as pressões exercidas sobre o meio ambiente (degradação ambiental, aumento populacional etc), a reforma do Estado brasileiro, a pressão dos consumidores e a revolução tecnológica (meios de comunicação, métodos e equipamentos de pesquisa científica).

A essas transformações, acrescem-se forças específicas do agronegócio, que afetam tanto as ações de pesquisa como as ações de desenvolvimento agropecuário, e que são identificadas como tendências do agronegócio brasileiro. Também nos limitamos, aqui, a citá-las de passagem: a necessidade de aumento da eficiência produtiva; ajustamento estrutural (inserção de temas como lazer e turismo ecológico, deslocamento da cadeia de grãos e de proteína animal para a região centro-oeste brasileira); e o surgimento de movimentos sociais organizados de reinvindicação por acesso à terra.

Dentre outras questões, a detida análise e discussão de cada uma dessas transformações orientou a Embrapa na elaboração de seu "III Plano Diretor – Realinhamento Estratégico 1999 –2003", onde se encontram os conceitos que situam, hoje, a Embrapa frente aos desafios postos diante de tantas e profundas transformações. A missão, a visão e os valores da Embrapa, sua concepção a respeito de negócio (mercado, produtos, clientes e parceiros), seus objetivos e diretrizes estratégicas lá estão expostos, e constituem o marco de referência de onde derivam a Política de P&D, a Política de Negócios Tecnológicos e a Política de Comunicação da Embrapa.

Mais do que simples documentos, o III Plano Diretor da Embrapa e suas três políticas (P&D, Negócios Tecnológicos e Comunicação) constituem aquilo que gostamos de chamar de alicerce conceitual e gerencial da empresa. Eles expressam os princípios que fazem parte da nossa cultura embrapiana, a nossa forma de propor e conduzir nossos trabalhos dentro da empresa, o modo como esperamos ser bem sucedidos no enfrentamento das transformações citadas e no cumprimento de nossos compromissos estabelecidos com a sociedade.

Mas, por que toda essa "quase ode" ao alicerce conceitual e gerencial da Embrapa? O que isso tem a haver com esta reunião?

Consideramos verdadeiramente oportuno uma cooperação de natureza técnica, que envolva todos os países aqui representados, no estabelecimento conjunto de uma proposta de programa de educação a distância. É nosso desejo atingir total transparência a respeito do pensamento da Embrapa sobre questões que, até ainda recentemente, eram tidas como delicadas. E isso tem relação direta com o conceito mesmo de transferência de tecnologia, aqui estreitamente associado à educação a distância.

Para elucidar o ponto principal que consideramos necessário permear nossas discussões, vale a pena citar, aqui, os primeiros parágrafo da apresentação da Política de Negócios Tecnológicos da Embrapa, porque é importante a comunhão desse conceito para a proposta que temos a apresentar.

"A razão fundamental que leva a Embrapa a se envolver com negócios é a constatação de que isso é um poderoso instrumento de transferência de tecnologia, não só porque propicia melhor e maior distribuição dessa tecnologia, mas também pela valorização explícita que traz a essa tecnologia.

 Nos últimos 20 anos, as mudanças no campo da transferência de tecnologia têm sido profundas, com relevância para a redução da atuação do setor público, o crescimento da atuação de agentes privados, a modernização da tecnologia de comunicação que alterou profundamente a velocidade de fluxo de informação tecnológica, e o surgimento de sistemas de produção mais precisos e sofisticados, exigindo informação mais precisa e mão- de- obra capacitada.

Multiplicaram-se os agentes de extensão rural e assistência técnica, tornando imperiosa a necessidade de aumentar a capacidade de negociação, para incorporar todos estes setores ao esforço de transferência de tecnologia realizado pelos agentes da extensão pública e por outros agentes sociais.

No cerne dessa decisão há uma idéia muito importante: a consciência de que aquele que está disposto a investir qualquer coisa, seja tempo, dinheiro ou reputação, para ter acesso a uma tecnologia e para participar de uma mudança, estará igualmente disposto a fazer tudo a seu alcance para que essa tecnologia e essa mudança sejam bem-sucedidas.

Daí deriva a convicção de que as tecnologias da Embrapa e de seus parceiros não devem ser simplesmente doadas, e de que alguém deve ajudar a pagar por elas. Não precisa ser o usuário final. Muitas vezes, não deve ser o usuário final, pelo risco que este custo adicional pode trazer à permanência desse usuário na atividade social ou econômica que essa tecnologia vai mudar.

Para alguns, essas diretrizes soam, às vezes, de modo doloroso, dentro e fora de nossa instituição.

Há ainda uma tendência, explicável mesmo por razões históricas que não cabe discutir aqui, de se reduzir o discurso da transferência tecnológica ¾ especialmente quando tratamos de tecnologias mais ligada às questões da produção e consumo de alimentos e outros produtos derivados da atividade rural ¾ a uma quase situação de "assistência social", num sentido bastante pejorativo, de "clientelismo político, viabilizado pela transferência tecnológica ao meio rural".

A Embrapa tem, enfatizamos, desenvolvido várias ações no sentido de superar esses problemas, de aperfeiçoar todo o processo de transferência de tecnologia frente aos desafios de toda uma sociedade em transformação. Uma dessas ações culminou com a ainda recente criação do Serviço de Comunicação para a Transferência de Tecnologia (SCT), da qual somos o responsável maior, respondendo por sua Gerência-Geral.

Dentre suas atribuições principais, o Serviço de Comunicação para a Transferência de Tecnologia busca direcionar seus esforços para organizar a informação disponível para transferência tecnológica, ao mesmo tempo em que imprime ênfase na questão da capacitação para a transferência e para o uso das informações e tecnologias.

Estamos tecnica e politicamente convencidos de que em ambos os aspectos — o da organização da informação e o da promoção da capacitação para o emprego adequado dessas informações — a educação a distância tem função ímpar para tornar viável todo o processo de transferência tecnológica. Também por isso, nosso objetivos institucionais estão perfeitamente afinados com os objetivos desta reunião.

Em estreita colaboração com o Serviço de Comunicação para a Transferência de Tecnologia e, também destinado a reforçar as ações de transferência tecnológica, foi também recentemente criado o Serviço de Negócios Tecnológicos, dentro daquela concepção que constitui mesmo o cerne da Política de Negócios Tecnológicos da Embrapa: assumir a questão do negócio como poderoso instrumento de transferência de tecnologia.

Neste exato momento, estamos desenvolvendo o levantamento de Quem é Quem na extensão rural e assistência técnica pública e privada, para que, a partir daí, possamos definir um programa de capacitação de técnicos que atuarão como multiplicadores nas questões envolvidas na transferência de tecnologia. É um amplo estudo, envolvendo empresas públicas, indústrias de insumos, equipamentos, implementos, máquinas, sementes, produtos químicos, cooperativas, pontos de venda e de revenda.

Só a natureza das instituições, que estão envolvidas no processo de transferência de tecnologia, já dá para termos uma idéia aproximada de que a própria organização da informação destinada à transferência traz, em si embutida, a questão do negócio tecnológico.

Ninguém está afirmando que as tecnologias úteis ao desenvolvimento sustentável devam onerar a sociedade. O que afirmamos, por todo o exposto até aqui, é que as instituições que geram conhecimentos e tecnologias fazem parte de um mundo real, onde, hoje, a competição por recursos é determinante da sobrevivência ou não da capacidade de essas instituições continuarem a desenvolver suas missões. Um mundo que está passando por transformações que indicam, claramente, que o capital intelectual de que uma dada nação possa dispor (a capacidade de uma nação gerar bens culturais, como é o caso dos conhecimentos científicos) já é determinante, nos dias correntes, da, ainda que relativa, autonomia social, política e econômica que permita a essa nação forjar o seu futuro.

Seguramente, todos aqui presentes estão comprometidos com os idéias de suas instituições, de seus países. E também certamente, se estamos aqui reunidos, é porque vislumbramos na educação a distância uma poderosa forma de transferir tecnologias para o meio rural, de multiplicar nossa capacidade de contribuir para o desenvolvimento de cada um de nosso países. Nenhum de nós veio aqui comprar ou vender tecnologia. Mas, todos nós sabemos que o que quer que seja que aqui concordemos em fazer juntos terá um custo. É esse custo que desejamos discutir, dentro dos princípios e valores que expusemos. Como estamos todo o tempo pensando em cooperação técnica, já podemos adiantar que nossa moeda de troca, muito menos que recursos financeiros diretos, será a nossa capacidade de disponibilizar produtos de informação que sejam de utilidade no emprego da educação a distância.

Em conclusão, vamos apresentar os esforços que temos envidados, relacionados à educação a distância, mas, mais importante que isso, dizer um pouco de nosso potencial para participarmos da elaboração e implementação de um Programa de Educação a Distância para o Meio Rural dos Países do Mercosul.

3. Contribuições da Embrapa ao Ensino a Distância

3.1 Principais Ações Desenvolvidas

a) Dia de Campo na TV

Já realizados 25 eventos, sobre os temas a seguir listados. Não estão aqui citados os Dias de Campo tradicionais, por compreeender uma listagem muito grande e ser atividade rotineira das ações de transferência de tecnologia desenvolvidas pela Embrapa:

Temas já apresentados

Controle biológico de pragas do milho

Redução de intervalo entre partos em bovinos

Controle integrado da mosca-branca

Piscicultura

Plantio direto de feijão

Utilização de cana e uréia na recria de bovinos

Produção de hortaliças em pequena escala

Manejo da caatinga para fins pastoris

Sistema intensivo de produção de carne a pasto

Manejo de coberturas vegetais em citros – uma alternativa sustentável

Programa de integração agricultura e pecuária

Plantio direto de arroz

Manejo do algodão irrigado

Reprodução animal

Alternativas para o tratamento e utilização dos dejetos suínos

Sistemas agroflorestais: diversificação da produção na pequena propriedade agrícola

Utilização do ultra-som no diagnóstico de prenhez em bovinos e eqüinos

Projeto Silvânia (Agricultura Familiar)

Campanha do milho

Integração lavoura-pecuária forrageira na entressafra

Soja

Sigatoca-negra

Qualidade do leite

Qualidade no transporte e armazenagem de grãos

Arroz irrigado.

Veiculação : por Parabólica, AmazonSat e REIT

Cobertura: Brasil

TV Escola

Parceria envolvendo a UNESCO e o Ministério da Educação e do Desporto

Produção de 10 vídeos, levados a 215.000 escolas estaduais e municipais do ensino médio e fundamental, abordando os seguintes temas:

Explosão demográfica

Crescimento urbano

Energia

Erosão e desertificação

Poluição

Biodiversidade I

Biodiversidade II

Floresta

Desenvolvimento sustentável

Sociedade e meio ambiente

Teleconferências

Por enquanto, restrita à capacitação interna e à atualização de informações dos funcionários da Empresa: seminários internos, discussões técnicas, informes de caráter administrativo.

Distribuição de Impressos

Alguns exemplos dão conta do esforço histórico da Embrapa, ao longo de seus 27 anos de existência, em distribuiu materiais impressos destinados à divulgar orientações técnicas para o meio rural. Atualmente, materiais como os títulos que compõem a Coleção Frupex (ver relação a seguir) constituem o que, em termos de impressos, poderia mais se aproximar de informação útil a um programa de educação a distância, pelo grau de qualificação que as informações veiculadas pela referida coleção apresenta. A produção desse material inclui a participação de autores e técnicos da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Abastecimento, e da extensão rural.

Coleção Frupex

Abacate: colheita e pós-colheita

Abacate: produção

Abacaxi: colheita e pós-colheita

Abacaxi: produção

Acerola: colheita e pós-colheita

Acerola: produção

Banana: produção

Flores e Plantas Ornamentais

Goiaba: colheita e pós-colheita

Goiaba: produção

Graviola: aspectos fitossanitários

Graviola: produção

Helicônia para Exportação

Limão Tahiti: colheita e pós-colheita

Limão Tahiti: produção

Mamão: colheita e pós-colheita

Mamão: produção

Manga: colheita e pós-colheita

Manga: aspectos fitossanitários

Manga: produção

Manual de Exportação

Maracujá: produção

Melão: colheita e pós-colheita

Tangerina: produção

Tomate: colheita e pós-colheita

Uva: colheita e pós-colheita

Uva: produção

Outro exemplo de obras destinadas aos setores educativos pode ser ilustrado pelo Atlas do Meio Ambiente do Brasil, livro cuja distribuição alcançou escolas municipais e estaduais, com uma tiragem específica de 44.100 exemplares. Destinado a alunos e professores de 1° e 2° graus, esta obra obteve os prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (Seção Brasileira), como "obra altamente recomendável" e, do MEC recebeu nota máxima nos critérios de avaliação para "Leitura Suplementar Não-ficção". Neste momento, está sendo elaborada a terceira edição, que inclui revisão crítica completa (forma e conteúdo) bem como a atualização das informações nele veiculadas.

Parceria com TV a Cabo

Neste momento, estamos negociando com a TV Futura um projeto que prevê a capacitação de alunos de escolas agrotécnicas e outras escolas, nos moldes do Telecurso do Segundo Grau. A experiência brasileira de telecursos tem-se mostrado extremamente rica em resultados alcançados, e podemos nela nos basear, quem sabe, para já num primeiro momento, para dirigirmos informações destinadas a educação a distância para o meio rural de nossos países do Mercosul.

Iniciativas junto a WEB

Há esforços intensivos para se criar o Portal da Embrapa, onde, seguramente, poderão ser disponibilizados cursos de capacitação, além de acesso às informações tecnológicas da empresa. Já neste momento, estamos negociando com a Universidade de Brasília a elaboração de cursos na área de fruticultura brasileira que serão disponibilizados através da rede eletrônica mundial de informações.

Projetos Específicos em Andamento

Neste ano de 2000, dois projetos da Embrapa foram apresentados e aprovados para o seu desenvolvimento.

3.2.1 Projeto "Serviços Virtuais para Transferência de Tecnologia Agropecuária" — Resumo

Este projeto, liderado pelo dr. Evandro de Souza, do Centro Nacional de Pesquisa Tecnológica em Informática para a Agricultura, busca atingir os seguintes objetivos específicos:

Implantar uma infra-estrutura necessária para a transferência de tecnologia agropecuária, explorando serviços de multimídia voltados para a Internet;

Implementar um ambiente genérico para a realização de cursos a distância e diagnóstico remoto. Esse ambiente deverá facilitar a autoria de um cursos ou sistema diagnóstico e também possibilitar o acompanhamento da execução de cursos;

Gerar um método para a geração e validação de cursos e sistemas de diagnósticos através do ambiente genérico desenvolvido.

O resultado esperado desse projeto, que se desenvolverá num período previsto de 12 meses, é o de tornar disponível uma estrutura que permita a implantação em larga escala de serviços virtuais de transferência de tecnologia agropecuária e que a implantação desses serviços contribua para um dos grandes objetivos da Embrapa que é o de viabilizar soluções para o desenvolvimento sustentável do agronegócio.

3.2.2 Projeto "Transferência de Conhecimento e Tecnologia em recursos Genéticos e Biotecnologia" — Resumo

Este Projeto, liderado pela dra. Marluce Freire Lima de Araújo, do Centro Nacional de Recursos Genéticos e Biotecnologia (Cenargen), busca atingir, dentre outros, o objetivo específico de analisar as perspectivas e as potencialidades da introdução de conceitos socioambientais no manejo e sustentabilidade dos recursos genéticos e da biotecnologia. Objetiva alcançar professores e alunos, através de tecnologias de educação a distância, e do emprego de atos comunicacionais participativos entre os agentes do meio rural e o urbano.

O primeiro dos projetos citados constitui a base sobre a qual poderão se desenvolver atividades específicas de educação a distância. São iniciativas pioneiras, sistematizadas dentro da Empresa, e que devem merecer atenção especial para que sua implementação tenha curso consistente.

Programa de Educação a Distância para os Países do Mercosul¾ PROPOSTA

Objetivo Geral: Sistematizar as iniciativas de educação a distância do meio rural dos países do Mercosul, submetendo os projetos liderados por cada um dos países à apreciação crítica de uma Comissão Técnica especialmente criada para este fim, de forma que seja facilitada a obtenção e o compartilhamento de recursos humanos, tecnológicos e financeiros para o seu desenvolvimento, acompanhamento e permanente avaliação.

Objetivo Específico: Dotar cada um dos países do Mercosul de ações permanentes, especificamente destinadas à educação a distância do meio rural, estrategicamente planejadas para obter maior eficácia na transferência de tecnologia aos diferentes segmentos das cadeias do agronegócio de cada um desses países, de modo que as tecnologias adotadas possam contribuir

para o aumento de competitividade dos produtos agropecuários e agroindustriais do Mercosul.

Ações Preliminares Propostas para Esta Reunião

1.Relacionar cada um dos Países (instituições através das quais se farão representar) que deseje participar do Programa.

2.Identificar e listar os temas cujas demandas por tecnologia sejam as mais prementes para o aumento de competitividade do agronegócio do Mercosul.

3.Elaborar (ou encomendar a elaboração) a síntese das iniciativas bem-sucedidas de cada um dos países participantes, em termos de educação a distância, voltada para o meio rural.

4.Elaborar (ou encomendar a elaboração) das prováveis fontes de financiamentos (privadas, governamentais, nacionais ou internacionais) que, no entender das instituições presentes ao encontro, poderiam oferecer apoio a um possível Programa de Educação a Distância para o Meio Rural dos Países do Mercosul.

5.Elaborar (ou encomendar a elaboração) da listagem dos recursos tecnológicos disponíveis em cada uma das instituições representadas na reunião, que pudessem ser diretamente envolvidos com o Programa (gráfica, produtora de áudio, produtora de vídeo, disponibilidade de canais de comunicação (rádio, tv, comunicação por satélite, rede eletrônica).

6.Elaborar (ou encomendar a elaboração) da listagem dos recursos humanos especializados em educação a distância que pudessem ser mobilizados para atuar na elaboração de projetos específicos do Programa (criação de produtos a serem empregados, monitoramento da aplicação dos produtos, avaliação permanente de resultados e proposta de redirecionamento, quando for o caso).

4. Referências Bibliográficas

EMBRAPA. Presidência (Brasília, DF) Política de Comunicação. Brasília: Embrapa-ACS, 1996, 57p.

EMBRAPA. Presidência (Brasília, DF). Política de Negócios Tecnológicos. Brasília: Embrapa-SPI, 1998. 44p.

EMBRAPA. Presidência (Brasília, DF). Política de P&D. Brasília: Embrapa Comunicação para Transferência de Tecnologia, 1999, 39p.

EMBRAPA. Secretaria de Administração Estratégica (Brasília, DF). III Plano Diretor da Embrapa: realinhamento estratégico, 1999—2003. Brasília:Embrapa-SPI, 1998. 40p.

 
         

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